Numa mera brincadeira com um coiro, a que faltava a bexiga, sensibilizou uns tantos, nesta freguesia das mais pequenas deste curto espaço lusitano, para darem corpo a um clube que festeja mais de meio século de existência.
Alberto Eduardo Messias, que é, afinal, segundo o seu entusiasmo, o Messias da fundação do clube. Através de gorjetas recebidas como aprendiz de barbeiro, em Lisboa, consegui comprar uma câmara de ar para o cautchu furado de um amigo. E assim, num belo dia, mas frio, do inicio dos anos cinquenta, num tasco junto ao largo da igreja, hoje com outro aspecto e nome, acabámos por envolver, numa jogatana para aquecer, cerca de cinquenta pessoas, que, depois, em conversas posteriores, ditariam a fundação da colectividade. (Deixamos uma das paredes da igreja de tal modo suja, que o pároco da altura nos obrigou a pagar a pintura.)
António Marujo, que ajudou a fundar o clube diz Sempre acreditei que um dia festejaríamos o quinquagésimo aniversário. Eu trabalhava em Sacavém, mas como vivia aqui, em conjunto com um grupo de rapazes da minha geração começámos a planear arranjar um campo de futebol, e, começámos a tirar areia e lama de um lado para outro até que aparecesse um espaço com a forma de um campo de futebol, para podermos jogar á bola. E, ver um clube como este aparecer e, depois crescer, é quase como criar um filho!